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GARE DES MOTS
 


CRÉATION

la blessure des mots - I

Cette espèce de morsure

qui s’éprend à la chair

et côtoie le sang,

 

elle nous habite depuis longtemps,

                 en striant 

le visage intérieur des mots

 

 

 

Ce poème intègre mon nouveau recueil de poèmes, inédit.



Escrito por prisca agustoni às 09h56
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AGENDA

REVISTA AGULHA, n. 67

Está disponible el nuevo número electrónico  de la revista de literatura y cultura AGULHA, dirigida por el poeta Floriano Martins. No dejen de leerlo, pues van a encontrar muchas informaciones y actualizaciones relativas a los debates sobre las distintas culturas de "Nuestra América".

Está disponível o novo número eletrônico da revista de literatura e cultura AGULHA, dirigida pelo poeta Floriano Martins. Não deixem de conferir, pois encontrarão muitas informações e atualizações relativas aos debates sobre as diferentes culturas da "Nossa América".

É disponibile il nuovo numero della rivista elettronica di letteratura e cultura AGULHA, diretta dal poeta Floriano Martins. Non lasciatevi scappare l'occasione di avere molte informazioni e attualizzazioni relative alle diverse culture che compongono la "Nostra America".

www.revista.agulha.nom.br

 



Escrito por prisca agustoni às 09h47
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AGENDA

LANÇAMENTO/ PRESENTAZIONE

Estão todos convidados ao lançamento duplo de poesia, na Livraria A Terceira Margem, Galeria Pio X, em Juiz de Fora, sábado 29 de novembro, a partir das 10 h da manhã. Os livros apresentados são UM DIA O TREM, do poeta Fernando Fabio Fiorese Furtado, e LIVRO DE FALAS/ THE BOOK OF VOICES, de Edimilson de Almeida Pereira. Os autores estarão presentes para assinarem os livros e conversarem.

Sono tutti invitati alla doppia presentazione di poesia alla Libreria A TERCEIRA MARGEM, a Juiz de Fora/ MG, Brasile, sabato 29 novembre, dalle 10. I libri presentati sono UM DIA O TREM, del poeta Fernando Fabio Fiorese Furtado, e LIVRO DE FALAS /THE BOOK OF VOICES, di Edimilson de Almeida Pereira. Gli autori saranno presenti per autografare i libri. Sarà servito un rinfresco.

 



Escrito por prisca agustoni às 21h11
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DOS PUENTES/DUE PONTI

POESÍA ESPAÑOLA CONTEMPORANEA

Jenaro Talens nació en Tarifa, Cádiz, en 1946. Es poeta, crítico y traductor. Es profesor de cine, literatura española y literatura comparada.Trabajó en distintas universidades, tanto en España como en los Estados Unidos. Desde 1999 ocupa la cátedra de literatura española y comparada en la universidad de Ginebra/Suiza.

Jenaro Talens è nato a Tarifa, Cadiz, nel 1946. É poeta, critico e traduttore. Ha lavorato in diverse università spagnole e americane come professore di cinema, letteratura spagnola e letteratura comparata. Dal 1999 occupa la cattedra di letteratura spagnola e comparata all'università di Ginevra/Svizzera.

El poema a seguir fue publicado en la revista literaria suiza Cenobio. Traducción de Prisca Agustoni.

Foto fija

 

 

Esta ciudad no dice su pasado.

Miro su rostro ajeno, las arrugas

donde la luz marcó sus despedidas,

ese tránsito opaco que era tiempo y surcaba

sin conciencia precisa, sin preocupaciones,

como quien nunca espera

atravesar un túnel sin final.

En las esquinas crecen los matojos.

Es una herida verde que no duele.

Cruzan gentes extrañas a mi alrededor.

 

*

 

Foto fissa

 

 

Questa città non dice il suo passato.

Guardo il suo viso estraneo, le rughe

dove la luce ha registrato i suoi addii,

questo transito opaco che era il tempo e solcava

senza coscienza precisa, senza preoccupazioni,

come chi non si aspetta mai

di attraversare un tunnel senza fine.

Agli angoli crescono i cespugli.

È una ferita verde che non duole.

S’incrociano persone sconosciute attorno a me.

 

 

 



Escrito por prisca agustoni às 12h06
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CREACIÓN

 

POEMA INÉDITO

 para S.P.

De reflejos extraños es el agua por donde me llegan

los sueños. Águas hoscas, con intermitentes labios

que nunca se cierran, que ya no saben hablar. 

 

Suben y bajan las olas en el movimiento del cuerpo

mientras respira, mientras muere en instantes

serenos, atrás de los párpados colados a la noche.

Este poema integrará mi nuevo poemario escrito en castellano, todavía inédito.

 



Escrito por prisca agustoni às 11h56
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Escrito por prisca agustoni às 21h23
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AGENDA

JANDIRA, O COMEÇO DO MUNDO / JANDIRA, IL PRINCIPIO DEL MONDO

Ontem foi inaugurada a exposição de guaches de Mauro Valsangiacomo, artista plástico suíço (de Lugano), no Museo de Arte Moderna Murilo Mendes, em Juiz de Fora / MG. A importância do evento se deve à revisitação do poema de Murilo Mendes, "Jandira", que o pintor suíço ilustra através de uma série de desenhos a aquarela e carvão, redescobrindo a sensualidade como forma de expressão profunda da vida e dos afetos. O pintor suíço trava uma longa relação de paixão com a obra do poeta mineiro, e essa exposição representa um ponto de encontro e de diálogo entre poesia e pintura. A conferir durante o mês de outubro.

Ieri è stata inaugurata l'esposizione di guaches e disegni a carbone di Mauro Valsangiacomo, pittore ticinese (di Lugano), presso il Museo di Arte Moderna Murilo Mendes a Juiz de Fora/MG, in Brasile. L'importanza dell'evento si deve al dialogo stabilito con la poesia "Jandira" di Murilo Mendes, che il pittore svizzero illustra attraverso una serie di disegni, riscoprendo e facendoci riscoprire la sensualità come forma di espressione profonda della vita e degli affetti. Il pittore svizzero intrattiene una lunga relazione di passione con l'opera del poeta di Minas Gerais, nato a Juiz de Fora, e questa esposizione rappresenta un punto d'incontro e di dialogo tra poesia e pittura. Aperta durante il mese di ottobre, da non perdere.

Ayer fue inaugurada la exposición de guaches y deseños de Mauro Valsangiacomo, pintor suizo (de Lugano), en el Museo de Arte Moderna Murilo Mendes, en Juiz de Fora/MG, Brasil. La importancia de la exposición se debe en razón del diálogo estabelecido entre el poema "Jandira", del poeta brasileño Murilo Mendes, poema ilustrado por el pintor a través de una serie de deseños, redescubriendo y haciéndonos descubrir otra vez la sensualidad como forma de profunda expresión de la vida y de los afectos. El pintor suizo alimenta una larga relación de pasión con la obra del poeta brasileño, y esta esposición representa un punto de encuentro y de diálogo entre poesía y pintura. Abierto durante el mes de octubre.

 

 



Escrito por prisca agustoni às 21h18
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CRIAÇÃO

 

 O BOSQUE

           

             O cachecol era marrom, disso ela tinha certeza.

Foi em novembro, talvez final de outubro, porque o céu já dava sinais de desamparo total. E disso também dependia a excitação do inverno. A excitação do escuro e do alheio. A expectativa do aconchego a ser conquistado, lutando contra as adversidades.

Lembrou-se disso ao se deparar com o rio, o mesmo rio que a cegueira de Borges devia ter amado, em cada uma de suas identidades. 

            O cachecol era marrom, de cetim. Sentia-se uma dama naquele fetiche de beleza feminina. Uma dama passeando com seu cavaleiro.

            «Vem », ele dizia, « vem, que o cavalo ficou amarrado no bosque ».

Os dois entraram na senda, beirando altas árvores nuas, os dedos nus, entrelaçados. A singeleza da mão nunca se mostrara tão austera.

            Ao sair do bosque, pouco depois, ele tinha a certeza de que algo suficientemente importante tinha ocorrido, lá dentro, para abrir o coração de sua mulher.

Porém, ela não só não lhe deu a mão na saída, como sumiu da região, não deixando atrás de si nenhum rastro, a não ser a indagação do rio visto pelos olhos de Borges.

O cachecol era marrom, disso ela tinha certeza, e talvez ainda estivesse em algum recanto do armário.

           

 

De: Prisca Agustoni. A neve ilícita. São Paulo: Nankin, 2006. Fotografia da capa: Pietro D'Agostino.

 



Escrito por prisca agustoni às 11h13
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Escrito por prisca agustoni às 11h07
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AXIS MUNDI

POESÍA MEXICANA CONTEMPORANEA

León Guillermo Gutiérrez nació en 1955 en San Julián, Jalisco, México. Es poeta, narrador y ensayista. Estudió literatura hispanoamericana en universidades de su país, como también en los Estados Unidos. Fue editor de revistas literarias en los dos países. Hoy trabaja como profesor de literatura hispanoamericana en México.

SUEÑOS

 

En el lecho desaparecieron

las sombras de nuestros cuerpos,

una luz iluminó el hueco de tu mano

y la madera se astilló en el crujir de los besos.

 

Una casa donde los cuerpos fueron cordilleras,

mares de un universo inventado en el mapa del deseo.

 

 

In : Evangelios de la tierra. San Andrés : Instituto Veracruzano de cultura, 1999.

 



Escrito por prisca agustoni às 21h38
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DUE PONTI/ DUAS PONTES

POESIA ITALIANA CONTEMPORÂNEA

Elisa Biagini nasceu em 1970, em Florença, onde se formou em História da Arte Contemporânea etrabalhou como professora em diferentes universidades. Seus poemas têm sido publicados nas mais importantes revistas literárias italianas e americanas. Biagini morou nos Estados Unidos, onde foi professora também, e escreve em italiano e inglês. Traduziu para o italiano a poesia de Sharon Olds, Lucille Clifton e Alicia Ostriker. O poema foi extraído do livro L’ospite (Torino, Einaudi, 2004). Tradução de Prisca Agustoni.

e-mother

 

sei

nuovamente

il tramite col mondo :

 

se non è l’ombelico

è il cavo ottico

adesso, altra

fibra

che regge i nostri

acidi,

 

le tue parole

colostro contro il buio.

 

 

 

                                   e-mother

 

                                    você é

                                    novamente

                                    o tramite com o mundo :

 

                                    se não é o umbigo

                                    é o cabo ótico

                                    agora, outra

                                    fibra

                                    que sustenta nossos

                                    ácidos,

 

                                    tuas palavras

                                    colostro contra a escuridão

 



Escrito por prisca agustoni às 22h35
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DUAS PONTES / DUE PONTI

 

EUSTÁQUIO GORGONE DE OLIVEIRA è nato nello stato del Minas Gerais, in Brasile, nel 1949. Ha preso parte alla plaquette di poesia e movimento artistico ABRE ALAS degli anni ottanta. Ha poesie pubblicate in Brasile e tradotte in inglese, italiano e spagnolo. Il testo qui proposto è un frammento del libro Manuscritos de Pouso Alto, vincitore del Premio Murilo Mendes 2003.

 

durante o dia granizos

caíram em Pouso Alto.

 

amantes (ou partes deles)

foram vistos atrás da igreja

onde nascem bois alados.

 

o sol chega quieto traidor.

 

não deixa transparecer

sombras reservadas.

 

 

            *

 

durante il giorno la grandine

cadde a Pouso Alto.

 

amanti (o parti di essi)

furono avvistati dietro la chiesa

dove nascono buoi alati.

 

il sole giunge calmo traditore.

 

non lascia trasparire

le ombre riservate.

 

           

In : Il corpo dissonante. Viganello : Alla Chiara Fonte, 2008 (traduzione di Prisca Agustoni)

 



Escrito por prisca agustoni às 16h05
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AGENDA

RIVISTA LETTERARIA ITALIANA/ REVISTA LITERÁRIA ITALIANA/REVUE LITTÉRAIRE ITALIENNE

È in procinto di pubblicazione il primo numero della rivista letteraria italiana LUDWIG, che tra le sue varie sezioni, dedica grande spazio alla traduzione di poesia. Uno degli editori é il poeta Tiziano Fratus, di Torino. Date una sbirciatina !

Acaba de ser editado o primeiro número da revista literária italiana LUDWIG, que dedica uma boa parte à tradução. Um dos editores é o também poeta Tiziano Fratus, de Torino. Confiram !

Le premier numéro de la revue littéraire italienne LUDWIG vient d'être publiée à Turin. Parmi ses points forts, la traduction de textes poétiques est fort présente. Un des éditeurs est le poète Tiziano Fratus. La voilà !

Acaba de salir el primer número de la revista literaria italiana, LUDWIG,  que entre sus secciones, atribuye un espacio importante a la taducción de poesía extranjera. Uno de sus editores es el también poeta Tiziano Fratus, de Torino. Vale la pena darle una ojeada !

 Indice/sumário

- Il caso Nadia Anjoman: una poetessa afgana assassinata per la propria poesia a venticinque anni; poesie da Gole Dudi (Fiori della polvere) [trad. Tiziano

 

 Fratus], intervento di Sam Vaseghi (direttore editoriale Iran Open Publishing Group);

 

- Nuova Poesia Made in Usa # 1 | Sean Burke [trad. Valentina Diana], Gary Parrish [trad. Tiziano Fratus], Jay Robinson [trad. Tiziano Fratus];

 

- Nuove voci della poesia svizzera di lingua italiana | Elena Jurissevich, Vanni Bianconi, Christophe Martella, Pietro Montorfani, Prisca Agustoni, Yari Bernasconi, Fabiano Alborghetti;

 

- Nuova Poesia Piemontese | il progetto, le antologie città per città: Vercelli (a cura di Francesca Tini Brunozzi), Novara (a cura di Gianni Marchetti), Cuneo (a cura di Brunella Pelizza);

 

- Poesia Presente: Monza & la Poesia | la rassegna, la poesia di Dome Bulfaro, Paola Turroni, Silvia Monti, Roberta Castoldi, Ivan Fedeli;

 

- Amsterdam negli occhi dei poeti torinesi | poesie di Andrea Bonnin, Valentina Diana, Tiziano Fratus, Gianni Marchetti, Guido Michelone;

 

- William Cliff: nascere e vivere in Belgio [trad. Fabrizio Bajec];

 

- Tomasz Rózycki e Roman Honet: due voci della Nuova Poesia Polacca [trad. Anna Buffa];

 

- Flávia Rocha: quattro immagini dal Brasile [trad. Prisca Agustoni];

 

- Jaya Savige: un'Italia australiana [trad. Tiziano Fratus];

 

- Eliana Deborah Langiu: alcune Polaroid;

 

- Elisa Alicudi: Poesie inedite da Petrolio;

 

- Paolo Valentino: vincitore InEdito 2008, Premio Letterario Città di Chieri;

 

- Anticipazioni Festival Torino Poesia 2008.



Escrito por prisca agustoni às 13h32
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FILME

 

Ontem assisti ao aclamado filme alemão A VIDA DOS OUTROS, cujo roteiro e direção são assinados por Floran Henckel von Donnersmarck.

Embora coubesse aqui um comentário mais extenso, iluminando os diversos pontos altos do filme, vale aqui como sugestão o fato deste mostrar com lucidez um sentimento de estranhamento - para não dizer alienação - do ser humano quando abraça qualquer ideologia ou fé sem um mínimo recuo "do intelecto ou do coração". Um filme brilhante, que sabe conjugar, com equilíbrio, emoção, indagação humana e, principalmente, inteligência.

Em homenagem ao filme e a esta cultura que tantas questões tem levantado, relativas a própria história mais recente, tanto em fimes como em textos muito instigantes, pego aqui emprestado um poema da poeta austríaca Ingeborg Bachmann (1926-1973). A nacionalidade é outra, mas a língua que alimenta o pensamento poético é a mesma : o alemão, suas grandezas, suas sombras.

 



Escrito por prisca agustoni às 20h52
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AXIS MUNDI

         POESIA ALEMÃ

LIEDER AUF DER FLUCHT (VI)

 

Uniterrichtet in der Liebe

durch zehntausend Bücher,

belehrt durch die Weitergabe

wenig veränderbarer Gesten

und törichter Schwüre –

 

eingeweiht in die Liebe

aber erst hier –

als die Lava herabfuhr

und ihr Hauch uns traf

am Fuß des Berges,

als zuletzt der erschöpfte Krater

den Schlüssel preisgab

für diese verschlossenen Körper –

 

Wir traten ein in verwunchene Räume

und leuchteten das Dunkel aus

mit den Fingerspitzen.

 

 

CANÇÕES EM FUGA

Instruída no amor

por dez mil livros,

ensinada pela transmissão

de gestos pouco mutáveis

e juras tolas –

 

mas só aqui

iniciada no amor –

quando a lava descia

e o seu bafo nos tocava

no sopé do monte,

quando por fim a cratera exausta

revelou a chave

para estes corpos fechados –

 

Entrámos em quartos amaldiçoados

e iluminámos o escuro

com as pontas dos dedos.

 

 

De : Ingeborg Bachmann.O tempo aprazado. Lisboa : Assírio & Alvim, 1992.

Tradução de Judite Berkemeier e João Barrento

               

 



Escrito por prisca agustoni às 20h38
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