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AGENDA

RIVISTA LETTERARIA ITALIANA/ REVISTA LITERÁRIA ITALIANA/REVUE LITTÉRAIRE ITALIENNE

È in procinto di pubblicazione il primo numero della rivista letteraria italiana LUDWIG, che tra le sue varie sezioni, dedica grande spazio alla traduzione di poesia. Uno degli editori é il poeta Tiziano Fratus, di Torino. Date una sbirciatina !

Acaba de ser editado o primeiro número da revista literária italiana LUDWIG, que dedica uma boa parte à tradução. Um dos editores é o também poeta Tiziano Fratus, de Torino. Confiram !

Le premier numéro de la revue littéraire italienne LUDWIG vient d'être publiée à Turin. Parmi ses points forts, la traduction de textes poétiques est fort présente. Un des éditeurs est le poète Tiziano Fratus. La voilà !

Acaba de salir el primer número de la revista literaria italiana, LUDWIG,  que entre sus secciones, atribuye un espacio importante a la taducción de poesía extranjera. Uno de sus editores es el también poeta Tiziano Fratus, de Torino. Vale la pena darle una ojeada !

 Indice/sumário

- Il caso Nadia Anjoman: una poetessa afgana assassinata per la propria poesia a venticinque anni; poesie da Gole Dudi (Fiori della polvere) [trad. Tiziano

 

 Fratus], intervento di Sam Vaseghi (direttore editoriale Iran Open Publishing Group);

 

- Nuova Poesia Made in Usa # 1 | Sean Burke [trad. Valentina Diana], Gary Parrish [trad. Tiziano Fratus], Jay Robinson [trad. Tiziano Fratus];

 

- Nuove voci della poesia svizzera di lingua italiana | Elena Jurissevich, Vanni Bianconi, Christophe Martella, Pietro Montorfani, Prisca Agustoni, Yari Bernasconi, Fabiano Alborghetti;

 

- Nuova Poesia Piemontese | il progetto, le antologie città per città: Vercelli (a cura di Francesca Tini Brunozzi), Novara (a cura di Gianni Marchetti), Cuneo (a cura di Brunella Pelizza);

 

- Poesia Presente: Monza & la Poesia | la rassegna, la poesia di Dome Bulfaro, Paola Turroni, Silvia Monti, Roberta Castoldi, Ivan Fedeli;

 

- Amsterdam negli occhi dei poeti torinesi | poesie di Andrea Bonnin, Valentina Diana, Tiziano Fratus, Gianni Marchetti, Guido Michelone;

 

- William Cliff: nascere e vivere in Belgio [trad. Fabrizio Bajec];

 

- Tomasz Rózycki e Roman Honet: due voci della Nuova Poesia Polacca [trad. Anna Buffa];

 

- Flávia Rocha: quattro immagini dal Brasile [trad. Prisca Agustoni];

 

- Jaya Savige: un'Italia australiana [trad. Tiziano Fratus];

 

- Eliana Deborah Langiu: alcune Polaroid;

 

- Elisa Alicudi: Poesie inedite da Petrolio;

 

- Paolo Valentino: vincitore InEdito 2008, Premio Letterario Città di Chieri;

 

- Anticipazioni Festival Torino Poesia 2008.



Escrito por prisca agustoni às 13h32
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FILME

 

Ontem assisti ao aclamado filme alemão A VIDA DOS OUTROS, cujo roteiro e direção são assinados por Floran Henckel von Donnersmarck.

Embora coubesse aqui um comentário mais extenso, iluminando os diversos pontos altos do filme, vale aqui como sugestão o fato deste mostrar com lucidez um sentimento de estranhamento - para não dizer alienação - do ser humano quando abraça qualquer ideologia ou fé sem um mínimo recuo "do intelecto ou do coração". Um filme brilhante, que sabe conjugar, com equilíbrio, emoção, indagação humana e, principalmente, inteligência.

Em homenagem ao filme e a esta cultura que tantas questões tem levantado, relativas a própria história mais recente, tanto em fimes como em textos muito instigantes, pego aqui emprestado um poema da poeta austríaca Ingeborg Bachmann (1926-1973). A nacionalidade é outra, mas a língua que alimenta o pensamento poético é a mesma : o alemão, suas grandezas, suas sombras.

 



Escrito por prisca agustoni às 20h52
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AXIS MUNDI

         POESIA ALEMÃ

LIEDER AUF DER FLUCHT (VI)

 

Uniterrichtet in der Liebe

durch zehntausend Bücher,

belehrt durch die Weitergabe

wenig veränderbarer Gesten

und törichter Schwüre –

 

eingeweiht in die Liebe

aber erst hier –

als die Lava herabfuhr

und ihr Hauch uns traf

am Fuß des Berges,

als zuletzt der erschöpfte Krater

den Schlüssel preisgab

für diese verschlossenen Körper –

 

Wir traten ein in verwunchene Räume

und leuchteten das Dunkel aus

mit den Fingerspitzen.

 

 

CANÇÕES EM FUGA

Instruída no amor

por dez mil livros,

ensinada pela transmissão

de gestos pouco mutáveis

e juras tolas –

 

mas só aqui

iniciada no amor –

quando a lava descia

e o seu bafo nos tocava

no sopé do monte,

quando por fim a cratera exausta

revelou a chave

para estes corpos fechados –

 

Entrámos em quartos amaldiçoados

e iluminámos o escuro

com as pontas dos dedos.

 

 

De : Ingeborg Bachmann.O tempo aprazado. Lisboa : Assírio & Alvim, 1992.

Tradução de Judite Berkemeier e João Barrento

               

 



Escrito por prisca agustoni às 20h38
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DUAS PONTES/ DUE PONTI

POESIA ANGOLANA CONTEMPORANEA

Paula Tavares (Huíla, Angola, 1952) : una delle più importanti voci contemporanee della poesia angolana, Paula Tavares ha pubblicato diversi libri di poesie e di cronaca. Attualmente vive in Portogallo. La poesia è tratta dall’opera Cerimonie di passaggio, pubblicata da Heimat Edizioni (traduzione di Prisca Agustoni).

 

BOI À VELA

 

 

Os bois nascidos na huíla

são altos, magros

                        navegáveis

de cedo lhes crescem

                        cornos

                        leite

                        cobertura

 

os cornos são volantes

                        indicam o sul

as patas lavram o solo

deixando espaço para

                        a semente

                        a palavra

                        a solidão

 

 

 

 

BUE A VELA

 

I buoi nati nella huíla

sono alti, magri

                        navigabili

presto gli nascono

                        corna

                        latte

                        copertura

 

le corna sono volanti

                        indicano il sud

le zampe arano il suolo

lasciando spazio per

                        il seme

                        la parola

                        la solitudine

 



Escrito por prisca agustoni às 20h39
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AGENDA

Aos interessados em Portugal / Agli interessati in Portogallo / Pour ceux qui s'y intéressent, en Portugal / Para los que estuvieran en Portugal ...

DON'T MISS IT !



Escrito por prisca agustoni às 16h52
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AGENDA

 Para os que estiverem em São Paulo, ou tiverem oportunidade de participar:NÃO PERCAM !



Escrito por prisca agustoni às 10h50
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AXIS MUNDI

POESÍA ARGENTINA CONTEMPORÁNEA

POR EL HILO

 

De Tamara Kamenszain (Buenos Aires, 1947)

 

Por el hilo de saliva el idioma

de uno en la lengua de otro  se

traduce. (Para el cultivo afecto es

lluvia y dentro de ese invernadero,

empapándose crece la pareja).

El puente crece, cómplice tendido

a los pies de un pacto que recorre

sobre esa progresión su maridaje,

va adelantando tramos de silencio

y en él traduce, fiel, a los que enlaza.

Si ellos firmaron viven en la letra

que el apellido presta a la morada.

 



Escrito por prisca agustoni às 10h23
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Escrito por prisca agustoni às 09h22
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DEUX PONTS/ DUAS PONTES

 

MAIS POESIA SUÍÇA

Julien Burri nasceu em Lausanne (Suíça) em 1980. Mora na mesma cidade. Publicou vários livros de poesia.

veja mais sobre o autor: www.julienburri.ch

 

Chaque courant d'air

chaque parole, chaque œil ouvert.

(Tout peut changer au matin.)

 

Un instant pour voir l'étendue oublieuse

tout est là

pourtant rien ne se laisse reconnaître.

*

Cada corrente de ar

cada palavra, cada olho aberto.

(Tudo pode mudar pela manhã).

 

Um instante para ver a extensão do esquecimento

tudo está ali

no entanto nada se deixa reconhecer.

 

de: Jusqu'à la transparence (2004). Tradução inédita de Prisca Agustoni

 



Escrito por prisca agustoni às 09h19
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CRIAÇÃO

 

TRAIÇÃO

uso uma língua

de respiração incerta,

pois não percorre

nem a medula

nem a torção

 do verbo

 

: já não sabe amputar os rostos

ainda vivos nos retratos

 e deserta em mim a voz

do livro: Prisca Agustoni, A morsa. Ed. Sans Chapeau, 2008.



Escrito por prisca agustoni às 22h27
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DUE PONTI/ DUAS PONTES

 

 POESIA SUÍÇA CONTEMPORÂNEA

Antonio Rossi nasceu no Cantão Ticino, Suíça italiana, em 1952. Publicou: Ricognizioni (Bellinzona, Casagrande, 1979; 2a edição 2001), Diafonie (Milano, Scheiwiller, 1995) e Sesterno (Castel Maggiore, Book Editore, 2005); traduziu poemas do também suíço Robert Walser (Bellinzona, Casagrande, 2000), e integrou a redação da revista literária "Idra".

 Os poemas a seguir foram publicados na revista Jandira (n.1), Juiz de Fora/Funalfa, 2004.

 

Cieco e vorace

lo sfondo ma opportuna

un’irruzione quantunque

incauta per cui si può

sussultare, essere

rigidi, guardarsi

da piogge perfide o altro

intrigo, indugiare

o avanzare fra depositi

sino a una temibile prossima

nebulizzazione.

 

Cego e voraz

o fundo mas oportuna

uma irrupção mesmo que

incauta pela qual se pode

estremecer, ficar

rígidos, guardar-se

de chuvas pérfidas ou outro

enredo, demorar

ou avançar entre depósitos

até uma temível próxima

nebulização.

 



Escrito por prisca agustoni às 22h18
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Molto, molto

adatto a raschiature

preliminari è un disco

di feltro avvitabile sino

a esaurimento o un altro

disco più duro che agisce

unitamente a solventi.

Migliore è l’acido sparso

con attenzione, non deve

raggiungere la pelle,

poichè ipso facto

la ustionerebbe.

 

Muito, muito

apto para raspaduras

preliminares é um disco

de feltro parafusável até

a exaustão ou outro

disco mais duro que age

estreitamente a solventes.

Melhor é o ácido esparso

com cuidado, não deve

alcançar a pele

porque ipso facto

a queimaria.

 

Do livro  Diafonie (1995)

Foto do autor: Yvonne Boehler 

Tradução:  Prisca Agustoni



Escrito por prisca agustoni às 22h13
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